Curso de Comunicação Pública em Brasília debateu os desafios da área
By João Marcos Rainho On 14 Jul, 2013 At 11:54 PM | Categorized As Comunicação Pública | With 0 Comments

 

Curso Comunique-se em Brasília, sábado, 13 de julho.

Estivemos mais uma vez em Brasília, no sábado, 13/7/3 ministrando novo curso de Estratégias de Comunicação na Gestão Pública, organizado pelo Comunique-se. Com participantes de diversos órgãos públicos e autarquias de diferentes estados, foi uma ótima oportunidade para a troca de experiências entre os profissionais. Em nossos cursos estimulamos justamente o debate como instrumento de aperfeiçoamento e atualização a respeito das alternativas de melhoria na comunicação do setor público.

A divulgação científica foi um dos assuntos abordados por Daniela Garcia Collares, da assessoria de comunicação da Embrapa Energia (DF) e Caren Bozzano Nunes, relações públicas da Fundação de Apoio à Pesquisa do DF. Traduzir a linguagem científica para a imprensa e a população em geral e aproximar pesquisadores da mídia é um desafio constante. A Embrapa goza de boa reputação na comunidade e suas pesquisas são temas em diversos programas na TV e em reportagens na mídia em geral. Os pesquisadores perceberam a vantagem adicional de participar como fonte de reportagens – alguns tinham certa resistência – desde que o currículo Lates (a principal plataforma da vida acadêmica), passou a incluir a textos jornalísticos no relato de experiências.

A Caixa Econômica Federal possui uma excelente estrutura de comunicação, com áreas de imprensa em todas as suas regionais. A nossa recomendação é que esses profissionais nas regionais respondam à comunicação da sede em Brasília e não a área de marketing como acontece atualmente. Tatiane de Oliveira, assessora de imprensa da Caixa no DF, relatou o empenho da instituição em resolver problemas de seu público-alvo até em situações onde na prática não seria a responsável direta, antecipando-se assim a possíveis crises de imagem: a Caixa, por exemplo, procurou solucionar rapidamente e cobrar responsabilidades das construtoras em alguns problemas com obras do programa Minha Casa Minha Vida.

O setor judiciário vive um momento inédito de abertura de relações com a mídia e com a sociedade. Estão sendo treinados porta-vozes e um dos desafios é explicar ao público externo as nomenclaturas jurídicas e a diferença entre as funções dos juízes, promotores, procuradores, etc. Contamos com os relatos de Ana Paula Barros, e Thalita Maia dos Santos, assessoras do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo; Lígia Maria Lopes, assessora de imprensa do Conselho Nacional do Ministério Público; Talita Helena Brandão, da Defensoria Pública da União; Tatiana Jabrine, publicitária do Conselho Nacional do Ministério Público.

Ana Eliza Peixoto assumiu recentemente o Conselho de Arquitetura e urbanismo de Mato Grosso (CAU/MT). O Conselho de Arquitetura se desmembrou do Conselho de  Engenharia e Agronomia (CREA) e agora o desafio é estruturar a comunicação de entidade. Outra novidade na área apresentada no curso foi a recém-criada Secretaria da Indústria Comércio e Mineração do Governo da Bahia, com Candra de Almeida assumindo a nova assessoria de imprensa.

Claudemir Buturi, secretário de comunicação da prefeitura de Votorantin apresentou importantes questões da comunicação municipal em cidades de pequeno-médio portes.

Leandro Sampaio, assessor de imprensa do Detran-Maranhão, aproveitou um encontro nacional de comunicadores do Detran que aconteceu em Brasília para estar conosco no curso. A grande demanda por notícias e a necessidade de unificar a linguagem dos Detrans em todo o Brasil – agora uma autarquia – estão na pauta dos assessores.

Peter Lemos Barcelos, assessor de imprensa da Secretaria de Estado de Transportes do Rio de Janeiro contribuiu no debate das questões atuais que envolveram o segmento de transporte público no Brasil nas recentes manifestações de protestos nas ruas das principais cidades brasileiras.

O aprimoramento da comunicação pública é uma realidade em construção.
Apesar de todos os problemas enfrentados por pressões políticas, sociais, econômicas, entre outras, sabemos que a utopia, o sonho, os desejos de melhorias são nossa fonte de inspiração e o norte a ser seguido. Não devemos nos render aos monstros que surgem em nossos pesadelos. Nem àqueles maus exemplos da vida pública que estão sendo pressionados pelo despertar social para que abandonem o bonde da história.

Sobre

João Marcos Rainho, jornalista, 25 anos de experiência,especialista em comunicação pública tendo atuado em consultorias da FGV e Instituto Florestan Fernandes.

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