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Bibliografia

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A importância histórico-social das Redes * . 2003 ; Anais ; responsável pela informação : Rits - Redes

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As Redes e a atualização da experiência democrática: ensaio em torno das proposições de comunidades virtuais de Pierre Lévy * . Rio de Janeiro ; Rits ; 2002 ; Artigo ; responsável pela informação : Rits - Redes

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Whitaker, Francisco
Rede: uma estrutura alternativa de organização * . In: Revista Mutações Sociais . Rio de Janeiro ; CEDAC ; Número 3 ; 1993 ; Artigo ; responsável pela informação : Rits - Redes

Wurman, Richard Saul
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Serra, Fernando Antonio Ribeiro
Internet impõe dinamismo * . São Paulo ; Gazeta Mercantil ; 2001 ; Artigo ; responsável pela informação : Rits

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Atualização: Dezembro/2007

Monitoramento e Avaliação de redes

Coord. Carlos Antonio da Silva

Para o monitoramento de redes é necessário definir alguém ou um grupo que acompanhe a dinâmica da rede. Existem ferramentas apropriadas que mensuram de forma objetiva os movimentos dos participantes. Mesmo assim, é importante o diagnóstico humano, sensível às subjetividades.

É necessário notar que os participantes possuem valores e objetivos comuns, porém, dinâmicas diferenciadas de trabalho. O todo e os pontos da rede devem ser igualmente e paralelamente considerados. A complexidade organizacional de redes configura um aparente paradoxo: o todo é maior que as partes e as partes são maiores que o todo. Mas, esse paradoxo se desfaz na prática do trabalho em rede, residindo apenas no plano filosófico: as redes só existem quando suas células estão interagindo exponencialmente, em dinâmicas e lógicas não lineares. É o movimento entrecruzado e plural dos pontos que constitui e legitima a rede. Desse modo, existem indicadores para mensurar a rede em sua totalidade integradora e no âmbito de suas células. Uma avaliação deve considerar a lógica orgânica das redes: a um só tempo o todo e as partes.

Consolidar a Rede significa avançar em produção, disponibilização de informações e ampliação do espectro de atores e beneficiários reunidos através da iniciativa, para que os conhecimentos produzidos e apropriados possam ir além dos contornos institucionais já estabelecidos. A Rede ganha expressão e legitimidade na medida em que suscita o interesse dos integrantes originais e de novos atores em participar e contribuir para o seu desenvolvimento.

Haveria muitas formas de se avaliar as redes porque as avaliações sempre precisam conhecer a realidade pesquisada. No entanto, existem alguns indicadores básicos para o monitoramento de redes, conforme exemplificamos abaixo. Além disso, as informações apresentadas nos itens Fundamentos & Paradigmas e Planejamento dessa seção do site Rits podem ajudar a sua avaliação. Uma forma mais básica porém eficaz de avaliar a nós mesmos ou os nossos projetos é o chamado check list: conferência de resultados a partir de rubricas planejadas.

Participação: indica a consolidação do ambiente de rede - o reconhecimento, a utilidade e a legitimidade da rede, levando em conta as interações e a colaboração entre os atores.

Geração e troca de conteúdos: indica a intensidade da produção e da troca de informações e conhecimentos.

Interatividade e conectividade: indica se os fluxos de informação convergem para o todo e/ou suas ramificações de acordo com a intencionalidade da rede e os interesses dos integrantes.

Adesão - ampliação da rede (novos atores)

Para se chegar aos indicadores, devemos fazer perguntas, que são variáveis de acordo com a realidade estudada, mas que podem se estruturar seguindo a linha dos exemplos abaixo:

Quais são os objetivos da rede?

Que valores fundamentam a articulação?

Quando surgiu e como vem se desenvolvendo?

Como trabalha? Com que recursos? (exemplo: se organiza em Grupos de Trabalho, etc)

Como os diversos pontos se comunicam e com que periodicidade? (exemplo: utilizam tecnologias de comunicação e informação, realizam encontros periódicos, etc)

Existem pactos de convivência/padrões de relacionamento entre seus membros?

Os interesses, compromissos, atitudes e motivações visam o coletivo e a causa?

Planejando a Rede

Coord. Carlos Antonio da Silva

Segundo Bruno Ayres ” Participar de uma Rede Organizacional envolve algo mais do que apenas trocar informações a respeito dos trabalhos que um grupo de organizações realiza isoladamente. Estar em rede significa realizar conjuntamente ações concretas que modificam as organizações para melhor e as ajudam a chegar mais rapidamente a seus objetivos.

Para que uma Rede Organizacional exerça todo o seu potencial é preciso que sejam criadas equipes de trabalho que atendam a alguns princípios:

  • Existência de um propósito unificador: É o espírito de uma rede. Pode ser expressado como um alvo unificador e um conjunto de valores compartilhado pelos participantes, de forma esclarecedora, democrática e explícita.
  • Participantes Independentes: Fazer parte de uma rede não quer dizer deixar de lado sua independência. Ao contrário, uma rede requer participantes independentes, automotivados, não limitados por hierarquias. Cada participante possui talentos únicos, diferentes e valiosos para trazer ao grupo e para exercer sua criatividade é preciso independência. É o equilíbrio entre a independência de cada participante e a interdependência cooperativa do grupo que dá força motriz a uma rede;
  • Interligações voluntárias: Os participantes da rede se relacionam e realizam tarefas de forma voluntária e automotivada, podendo escolher seus interlocutores e optar por trabalhar em projetos que os ajudem a cumprir seus objetivos pessoais e organizacionais.
  • Multiplicidade de líderes: Uma rede possui menos chefes e mais líderes. Líderes podem ser caracterizados como pessoas que assumem e mantém compromissos, mas que também sabem atuar como seguidores se deixar ser liderado. Como cada participante traz seus talentos à rede, estes vão ser utilizados para a resolução dos complexos problemas trazidos pelo grupo. Descentralização, independência, diversidade e fluidez de lideranças são atestados de autenticidade de uma rede que visa a transposição de fronteiras.
  • Interligação e transposição de fronteiras: Redes pressupõem transposição de fronteiras, sejam elas geográficas, hierárquicas, sociais ou políticas. O alcance dos objetivos e propósitos são prioridades, não importa se para isso seja necessário que o gerente delegue uma tarefa ao diretor, ou se a pessoa que melhor complementa a sua aptidão para um determinado projeto esteja trabalhando a 2000km de distância.”

planejamento gráfico

5 perguntas básicas de planejamento: (As respostas dessas perguntas indicam alvo/meta; tarefa; atividades; tempo; equipe de trabalho).

    por que? - indica necessidade motivadora, visão

    O que? - transforma o propósito em processos de trabalho (o que tem de ser feito para alcançar as metas)

    Como? - que atividades são necessárias para a realização das metas

    Quando? - quadro cronológico

    Quem? - equipes envolvidas

Animação de Redes

Podem ser criadas articulações livres e específicas (partem dos participantes) para facilitar o desenvolvimento das tarefas. Vão depender da realidade da rede.

  • Formação de Grupos de Trabalho para tratar de assuntos de interesse da Rede. Os Grupos de Trabalho são temáticos ou de execução de tarefas. Exemplos GT Conceitual, GT Integração e Participação, GT Captação de Recursos, GT Tecnologia, GT Mecanismos de Reconhecimento e Visibilidade, etc.
  • Criação dos Fóruns para encontros virtuais.
    Os Fóruns são encontros periódicos, em que temas relevantes são debatidos, buscando formas de compartilhamento de experiências e solução de problemas sociais. É um espaço onde se envolve toda a rede.
  • Encontros presenciais
  • Outras articulações pontuaisA Internet tem sido um importante recurso para as redes, representando um espaço de conexão entre as organizações, otimizando a sua comunicação e as possibilidades de colaborações.Quando as redes passam a operar também no âmbito da Internet, usufruem das facilidades que as tecnologias de comunicação e informação proporcionam websites, e-mails, chats, listas de discussão, teletrabalho, educação à distância, acesso a bancos de dados, comércio eletrônico etc