Seminário Ser Jornalista Freelancer em Portugal

A precariedade não é um termo desconhecido para muitos jornalistas. É quase um lugar-comum. Por isso, impõe-se uma reflexão sobre o estado desta profissão. Ser freelancer: escolha ou necessidade? O seminário “Jornalismo Freelance” tentou responder a esta e a muitas outras questões. Em Portugal existem 1.311 que trabalhame em regime livre.

A Carta dos Direitos Fundamentais dos Jornalistas Freelancer (criada pela European Federation of Journalists) foi distribuída, a todos os presentes, à entrada do Auditório Vítor Macieira. No preâmbulo lê-se que este documento constitui “uma base importante para melhorar a situação legal, social e profissional dos freelancers”. Neste sentido, profissionais da área do jornalismo juntaram-se a alunos e professores, tendo como fim a partilha de testemunhos sobre o que é ser um jornalista freelancer e quais as implicações práticas no dia-a-dia.

Definir o perfil

O primeiro painel de convidados foi composto por três jornalistas, que se assumiram como profissionais freelancer: Ioli Campos, Anabela Mota Ribeiro e Vicente Themudo de Castro. Todos foram unânimes em identificar algumas vantagens e desvantagens de se ser um jornalista neste regime. As vantagens passam pelo facto de se fazer o que se gosta, com um grau de autonomia maior, quando comparado com os restantes colegas de profissão. A precariedade, que passa pela situação laboral instável e desprotegida de mecanismos legais, parece revelar-se a principal desvantagem. Outra das questões abordadas refere-se ao facto de um jornalista freelancer não se limitar a ser só um jornalista. É mais do que isso, ou seja, tem que lidar com tarefas relacionadas com a sua própria contabilidade, por exemplo.

Conselhos úteis

A segunda mesa contou com os testemunhos de António Granado, José Vegar, Paulo Moura e Valter Vinagre. Para José Vegar, não existe jornalismo freelance em Portugal, existe “jornalismo por conta própria”. Neste sentido, apresentou quatro requisitos essenciais para a prática desta actividade: estatuto, reputação, experiência e contactos. Estes requisitos foram corroborados pelos restantes interlocutores. Já no fim do seminário foi abordada a temática das redes sociais. Neste âmbito, António Granado forneceu alguns conselhos úteis à plateia: criar um blogue, um portfolio digital e perfis nas várias redes sociais. No entanto, deixou um aviso: “cuidem da vossa reputação!”. No fim, e apesar da questão inicial (jornalismo freelancer: escolha ou necessidade?) não ter sido respondida, ficaram no ar muitas sugestões e considerações úteis à prática desta actividade.

http://www.escs.ipl.pt/index.php?conteudo=editorial&id=858

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